Após uma tarde de chuva, ou após um dia nublado e quente... Após aquela xícara de chá frio que você fez pela manhã... Após um banho gelado, ou uma ducha quente... após uma piscina aquecida tarde da noite... Após olhar aquela foto de alguém tão doce que apareceu e sumiu de sua vida sem deixar vestígios, ou após esquecer o que ia falar naquele minuto... Após uma madrugada que vai embora com o alvorecer, ou após o último gole de um bom vinho... Instante após instante, você sempre pensa no que sempre estimou, ou no que sempre vai apetecer... Inevitavelmente o ser humano parece que foi "programado" para lamentar, ou a cultura em que ele vive o tende a pensar, sentir e agir desta forma... Sempre lamentando. E os grandes poetas se baseiam nisto para escrever belas cartas, belos textos, grandes pensamentos... Em grande maioria de lamentação... Existe aquele que escreve sobre esperança, de que tudo será diferente (e inevitavelmente, está lamentando inconsientemente por aquela situação ainda não existir)... Existe os que dizem sobre "protetor solar", dizendo algo sobre precaução (e se analizado, existe também a lamentação de alguém que talvez não tenha vivido tudo aquilo que expressa naquele texto, aconselhando que todos usem "protetor solar", obviamente num sentido figurado, que hora se confunde com o sentido literal da coisa), onde também não deixa de ser um belo texto... AS pessoas passam a vida toda se aconselhando: Viva intensamente... Ame, fuja, ria, chore... Pobre do conselheiro, que é um frustrado por que talvez nunca viveu ou nunca teve coragem para viver aquilo que diz para as pessoas viverem... Escritores são pessoas muito tristes... E embora mostrem algum texto, alguma peça, ou novela ou até mesmo seriado algo cômico, sempre escrevem aquilo que gostariam de viver... São tristes, mas não frustrados, acredito eu... Os escritores são aqueles que capta
m o que a alma humana tem por necessidade de sentir em alguns momentos... Eles tem a faca e o queijo à mão... Mas não tem a mão. Ou talvez tem medo de colocar a "faca" na mão e se machucar... E encorajam então outras pessoas a "pular" do penhasco e tentar voar... Mas toda ficção vem de um desejo preso... uma vontade doentia de se viver algo que talvez seu "fecundante" nunca vá viver na vida... E é assim com todos que escrevem, como eu que estou aqui agora, dizendo sobre isso... Nunca escrevi nada sobre ter sucesso, ou ter muito dinheiro... ou talvez ir à marte, ou ser uma grande personalidade, ou um grande ídolo como vejo em algumas obras... Mas sempre escrevo sobre um amor que talvez eu nunca vá viver como eu gostaria... A rotina cotidiana mata muitos pequenos detalhes (isso quando a outra parte, que está menos interessada que você não se encarrega de fazer isso com palavras frias e atitudes atenuantes de seus sentimentos)...
m o que a alma humana tem por necessidade de sentir em alguns momentos... Eles tem a faca e o queijo à mão... Mas não tem a mão. Ou talvez tem medo de colocar a "faca" na mão e se machucar... E encorajam então outras pessoas a "pular" do penhasco e tentar voar... Mas toda ficção vem de um desejo preso... uma vontade doentia de se viver algo que talvez seu "fecundante" nunca vá viver na vida... E é assim com todos que escrevem, como eu que estou aqui agora, dizendo sobre isso... Nunca escrevi nada sobre ter sucesso, ou ter muito dinheiro... ou talvez ir à marte, ou ser uma grande personalidade, ou um grande ídolo como vejo em algumas obras... Mas sempre escrevo sobre um amor que talvez eu nunca vá viver como eu gostaria... A rotina cotidiana mata muitos pequenos detalhes (isso quando a outra parte, que está menos interessada que você não se encarrega de fazer isso com palavras frias e atitudes atenuantes de seus sentimentos)...Tem a fase do desespero, onde você acha que a mocinha da padaria é o grande amor da sua vida (lastimável esta fase), e sai atirando para todos os lados e acaba caindo no ridículo... Entretanto um dia você acaba esbarrando naquela que você acha ser a mulher que sempre procurou na vida... E sabe disso por que quando a vê andando pela rua, sente aquele vazio, misturado com alegria, com desejo, com admiração e com melancolia, tudo junto e ao mesmo tempo, te explodindo por dentro e te fazendo ter certeza: "É disto que estou falando."
Mas tem certas artimanhas da vida que não são para ser entendidas... apenas vividas. Li algum dia em algum lugar a respeito de um livro (que até foi citado em um recente filme de romance), que se chama Persuasão, de Jane Austen, a respeito de duas pessoas que se encontram, e por algum jogo de destino, se separam e se encontram anos mais tarde... Neste momento, se perguntam se não esperaram demais e se não passou muit
o tempo, ou algo parecido... Tem uma situação sobre o rompimento do noivado desta personagem com o seu amado, por conselhos de terceiros (sobre a situação financeira dele, eu acho), e anos mais tarde ele retorna de uma batalha, condecorado e rico, e encontra a personagem em situação financeira complicada e tal... não sei bem se a história é essa, mas é algo parecido... Mas acho que estes livros (ainda que possam ter um final feliz), são frustrantes... Por que na ficção, podemos definir os destinos de nossos personagens... Na vida real, a coisa é bem diferente... Mas lamentar não é e nunca foi a saída... Então, como é uma característica minha e de meus textos, só posso dizer que "Após uma tarde de chuva, ou após um dia nublado e quente... Após aquela xícara de chá frio que você fez pela manhã... Após um banho gelado, ou uma ducha quente... após uma piscina aquecida tarde da noite... Após olhar aquela foto de alguém tão doce que apareceu e sumiu de sua vida sem deixar vestígios..."
o tempo, ou algo parecido... Tem uma situação sobre o rompimento do noivado desta personagem com o seu amado, por conselhos de terceiros (sobre a situação financeira dele, eu acho), e anos mais tarde ele retorna de uma batalha, condecorado e rico, e encontra a personagem em situação financeira complicada e tal... não sei bem se a história é essa, mas é algo parecido... Mas acho que estes livros (ainda que possam ter um final feliz), são frustrantes... Por que na ficção, podemos definir os destinos de nossos personagens... Na vida real, a coisa é bem diferente... Mas lamentar não é e nunca foi a saída... Então, como é uma característica minha e de meus textos, só posso dizer que "Após uma tarde de chuva, ou após um dia nublado e quente... Após aquela xícara de chá frio que você fez pela manhã... Após um banho gelado, ou uma ducha quente... após uma piscina aquecida tarde da noite... Após olhar aquela foto de alguém tão doce que apareceu e sumiu de sua vida sem deixar vestígios..."





































