A coisa toda funciona assim... Você aprende a dirigir com 8 anos... Com 14 você ja pega o carro sozinho (e por aí, já viu como é... 14 anos = nenhuma responsabilidade). Dos 14 aos 17 você aprende toda a física que envol
ve seu carro: Peso traseiro, força de atrito, inércia, pesoXvelocidade, torque, além de aprender a trocar a marcha no giro certo do motor. É quando você começa a disputar os primeiros rachas (e por acaso, acaba virando um criminoso, visto que isto é totalmente ilegal). Aos 17, você não da a mínima para a vida dos outros (e nem a sua), e corre o quanto consegue, ou o quanto o motor agüenta... Força as bielas, os pistões e a junta de cabeçote vai pro espaço. Aos 18 você tira carteira, e fica um ano andando "no sapatinho" para não perder a permissão. Então, aos 19 você pega a CNH Permanente. E continua correndo... e corre, e corre mais ainda... Seu sangue ferve e seu coração parece explodir com a adrenalina, juntamente com o medo e a raiva que sobem nesses momentos em que está acelerando um carro. Então, aos 20 anos, você está passeando com sua garota, e um idiota (como você) te chama para um pega, debaixo de chuva, as 2:30 da manhã... V
ocê, ao invés de ir fazer amor com sua garota, vai correr com o outro idiota, e é então onde a merda toda acontece. O maldito buraco escondido na poça de água estoura seu pneu (que não é sem câmara, o mais seguro por sinal) e você se arrebenta na ilha da avenida, colando o rosto de sua namoradinha no pára-brisas por 3 vezes (sem contar que a velocidade do carro ja beirava os 130km/h) enquando o carro vai capotando. E o outro idiota que te chamou para o racha??? Nunca mais o vê. Então, percebe a sorte que foi de se safar desta vez, e tem que pagar o monza 1.8 de sua mãe que tinha apenas 6 anos de uso. Seguro? O que é isso??? Depois de uns pontos na cara, uns ossos quebrados, a velocidade passa a ser algo medonho, que se deve respeito. E você fica um ano longe do carro, longe das corridas e longe da velocidade. E logo depois disso, aquele demônio que fica soprando no seu ouvido: Corra.... corra.... liberdade... desejo... adrenalina...
Você entra em um carro de novo, e afunda o pé na rodovia, só para sentir o vendo passando a mais de 190km/h dentro de seu carro...
Mas as coisas mudam, e você percebe que tudo que você for desafiar na sua vida, e que inevitavelmente seja perigoso, deve
ser feito com respeito a si próprio e aos envolvidos. Você pisa fundo nas ruas, entretanto, você ja não força tanto na esquina, por que pode estar vindo um carro com uma família, ou então ter uma senhora de idade atravessando a rua... É então que os idiotas que param hoje ao seu lado te chamam para um racha... E você (que agora é menos idiota do que era antes) propõe: Na cidade não. Vamos para a pista. Claro que na cidade, o medo constante de algo não programado acontecer eleva mais ainda a adrenalina e consequentemente te dá mais prazer de correr... Mas com os anos você começa a dosar o quanto de adrenalina você quer sentir, e quanto tempo ainda quer viver.
Acelerar um carro é uma arte, um desafio. Respeitar um carro e as leis da física é fundamental. Conhecer o carro que está correndo é questão de sobrevivência. Saber onde ele vai parar quando pisar no freio na pista seca ou molhada, é um grande diferencial. Saber o que fazer quando se começa a perder o controle do carro é o ponto chave. Quando um carro se desgoverna, nada pode ser feito... entretanto, existe um tempo, mínimo, que as vezes não chega a dois segundos, em que a ação certa é que define a certeza de voltar para casa são e salvo. Saber pisar no freio com a pressão certa, saber virar o volante na direção exata... Saber a velocidade limite entre o controle e o desastre definem um bom
motorista. Saber o angulo certo para girar o carro no seu eixo, saber distribuir o peso na traseira para isso... São coisas que não se ensinam, ou não tem fórmulas... Apenas se aprende.
E é então que você escolhe, entre o limite de ser um criminoso que aposta corridas nas ruas, ou um bom motorista, que está pronto para enfrentar adversidades, tanto nas horas de se pisar fundo, quanto nos momentos em que se encontra um buraco na estrada, ao viajar com a família sobre a chuva...
Mas a certeza de quem é apaixonado pela velocidade é que, quanto mais ela aumenta, mais se quer andar rápido... E talvez os 10 ou 15 segundos em que se está acelerando sejam a emoção mais forte, mais intensa e mais perigosa que alguém pode sentir.
*Não estou fazendo apologia ao crime de rachas de rua, tão pouco estimulando esta prática. Existem locais próprios para esse tipo de "esporte", e quem aposta corrida em via pública pode ser punido com multa, apreensão de carteira de habilitação, detenção do carro e até reclusão.
ve seu carro: Peso traseiro, força de atrito, inércia, pesoXvelocidade, torque, além de aprender a trocar a marcha no giro certo do motor. É quando você começa a disputar os primeiros rachas (e por acaso, acaba virando um criminoso, visto que isto é totalmente ilegal). Aos 17, você não da a mínima para a vida dos outros (e nem a sua), e corre o quanto consegue, ou o quanto o motor agüenta... Força as bielas, os pistões e a junta de cabeçote vai pro espaço. Aos 18 você tira carteira, e fica um ano andando "no sapatinho" para não perder a permissão. Então, aos 19 você pega a CNH Permanente. E continua correndo... e corre, e corre mais ainda... Seu sangue ferve e seu coração parece explodir com a adrenalina, juntamente com o medo e a raiva que sobem nesses momentos em que está acelerando um carro. Então, aos 20 anos, você está passeando com sua garota, e um idiota (como você) te chama para um pega, debaixo de chuva, as 2:30 da manhã... V
ocê, ao invés de ir fazer amor com sua garota, vai correr com o outro idiota, e é então onde a merda toda acontece. O maldito buraco escondido na poça de água estoura seu pneu (que não é sem câmara, o mais seguro por sinal) e você se arrebenta na ilha da avenida, colando o rosto de sua namoradinha no pára-brisas por 3 vezes (sem contar que a velocidade do carro ja beirava os 130km/h) enquando o carro vai capotando. E o outro idiota que te chamou para o racha??? Nunca mais o vê. Então, percebe a sorte que foi de se safar desta vez, e tem que pagar o monza 1.8 de sua mãe que tinha apenas 6 anos de uso. Seguro? O que é isso??? Depois de uns pontos na cara, uns ossos quebrados, a velocidade passa a ser algo medonho, que se deve respeito. E você fica um ano longe do carro, longe das corridas e longe da velocidade. E logo depois disso, aquele demônio que fica soprando no seu ouvido: Corra.... corra.... liberdade... desejo... adrenalina...Você entra em um carro de novo, e afunda o pé na rodovia, só para sentir o vendo passando a mais de 190km/h dentro de seu carro...
Mas as coisas mudam, e você percebe que tudo que você for desafiar na sua vida, e que inevitavelmente seja perigoso, deve
ser feito com respeito a si próprio e aos envolvidos. Você pisa fundo nas ruas, entretanto, você ja não força tanto na esquina, por que pode estar vindo um carro com uma família, ou então ter uma senhora de idade atravessando a rua... É então que os idiotas que param hoje ao seu lado te chamam para um racha... E você (que agora é menos idiota do que era antes) propõe: Na cidade não. Vamos para a pista. Claro que na cidade, o medo constante de algo não programado acontecer eleva mais ainda a adrenalina e consequentemente te dá mais prazer de correr... Mas com os anos você começa a dosar o quanto de adrenalina você quer sentir, e quanto tempo ainda quer viver.Acelerar um carro é uma arte, um desafio. Respeitar um carro e as leis da física é fundamental. Conhecer o carro que está correndo é questão de sobrevivência. Saber onde ele vai parar quando pisar no freio na pista seca ou molhada, é um grande diferencial. Saber o que fazer quando se começa a perder o controle do carro é o ponto chave. Quando um carro se desgoverna, nada pode ser feito... entretanto, existe um tempo, mínimo, que as vezes não chega a dois segundos, em que a ação certa é que define a certeza de voltar para casa são e salvo. Saber pisar no freio com a pressão certa, saber virar o volante na direção exata... Saber a velocidade limite entre o controle e o desastre definem um bom
motorista. Saber o angulo certo para girar o carro no seu eixo, saber distribuir o peso na traseira para isso... São coisas que não se ensinam, ou não tem fórmulas... Apenas se aprende.E é então que você escolhe, entre o limite de ser um criminoso que aposta corridas nas ruas, ou um bom motorista, que está pronto para enfrentar adversidades, tanto nas horas de se pisar fundo, quanto nos momentos em que se encontra um buraco na estrada, ao viajar com a família sobre a chuva...
Mas a certeza de quem é apaixonado pela velocidade é que, quanto mais ela aumenta, mais se quer andar rápido... E talvez os 10 ou 15 segundos em que se está acelerando sejam a emoção mais forte, mais intensa e mais perigosa que alguém pode sentir.
*Não estou fazendo apologia ao crime de rachas de rua, tão pouco estimulando esta prática. Existem locais próprios para esse tipo de "esporte", e quem aposta corrida em via pública pode ser punido com multa, apreensão de carteira de habilitação, detenção do carro e até reclusão.

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