terça-feira, setembro 05, 2006

Another - Mais um desastre

Bom, vou comentar meu desastroso domingo... Ia fazer isso ontem, mas não deu muito tempo... um amigo das antigas resolve me ligar no domingo à tarde, chamando para sair. Ele é até gente boa, e fazia tempos que eu não o encontrava. Resolvemos ir em um barzinho aqui da cidade, e conhecemos duas meninas por lá. Desta vez as duas eram bonitinhas (por que quando isto acontece, uma é bonitinha, e a outra geralmente costuma ser feia e chata. E este último tipo sempre me pega pra cristo). Conversa vai, conversa vem, e a ruivinha bonitinha que estava conversando comigo, derrepente começou a ficar feia... e chata. Eita, será que o problema é meu? Ou o pior... será que o problema sou eu? Não sei se foi a bebida, ou se era o cigarro terrível que ela segurava e insistia em sobrar nos outros... Logo eu, que tenho um fraco terrível por ruivas acabei dispensando a menina... Dispensando assim, nem tentei nada...
Não tem nada pior do que menina que tem papo chato... Aliás, tem.... Menina que fuma é um caos. Além dessas "picuinhas" físicas, eu aprendi depois de muitos tombos a perceber um certo "perfil psicológico" das meninas que saio de acordo com pequenas atitudes. O jeito de olhar, posição do corpo, dos pés, o jeito de mexer no cabelo, o jeito de olhar as coisas...o jeito de olhar para as coisas... E isso não é para me gabar... aliás, longe de mim, por que se eu entendesse 0,00000000001% da alma feminina eu seria um cara feliz. Não é da alma feminina que estou falando, mas sim do jogo que elas fazem. Até mesmo quando não estão interessadas em um carinha, como numa situação de conhecer num bar ou numa balada, ela tira proveito de alguma forma. Estávamos eu e o Carlos lá, sentados naquela mesa, com duas estranhas um pouco "loucas", que se achavam as "auto-suficientes" por não depender de ninguém só por morarem sozinhas... (isso sem mencionar que as despesas delas na cidade são pagas pelos pais, mas deixa pra lá). Ah sim, vamos falar da ruivinha que estava ao meu lado. No começo, parecia um anjo, uma menininha toda meiga que caía dos céus... Bendita porção de batatas... e bendito garçom que esqueceu de colocar o guardanapo e o sal na mesa. Uma pequena desculpa para puxar um papo. Primeiro o Sal, depois o guardanapo (para que guardanapo em porção de batatas mesmo: Não se como com palitinhos???) Depois de exercer minha atitude cara-de-pau que nem eu sabia que tinha (as vezes foi um instinto de sobrevivência, depois de tanto quebrar a cara...), então sentou aquela beldade do meu lado. E foi só o primeiro cigarro ser aceso que ela passou de anjo a nem sei o que... E a medida que a coisa ia acontecendo, o nariz da mocinha ia se empinando cada vez mais. O mais divertido é que elas estavam afim de nós. Carlon como sempre não perdoa, e para ele tanto faz se a menina bebe, fuma ou cheira qualquer porcaria... Mas eu sempre fui meio "nojento" para escolher mulher, até para ficar... As vezes é por isso que estou só... Bom, mas antes do beijo dos dois, teve aquela coisa do "joguinho da conquista... É sempre interessante observar como isso acontece. Na minha frente, os dois... Ambos se inclinando um para o outro, ambos atentos ao que o outro tinha a dizer. E eu, ao olhar para minha "parceira", via o corpo dela também levemente inclinado para o meu. Mas ela nunca parava o olhar no meu, e acho que por isso não senti confiança nela. E outra, percebi que ela mentia muito... Mentiras bobas, mas mentia. Mentiu o período da faculdade, mentiu a idade e mentiu sobre a cidade de origem... E essas 3 vezes que ela mentiu, eu disse que sabia que não era verdade. Ela riu desconsertada, mas depois perguntou o por que eu sabia que não era verdade... O ser humano é tão bobo, sobretudo ao impressionar alguém... Eu nunca compro nada no supermercado que não conheço apenas olhando a embalagem. Primeiro olho o preço, depois o que tem dentro. Sempre olho se é bonito o conteúdo, e não a embalagem. Parece que as pessoas sempre querem se vender pela embalagem... Triste... muito triste... Ou eu estou sendo muito criterioso em minhas escolhas, ou já não existem mais bons produtos no mercado...Sei que sempre comparo minhas coisas com vendas, marketing... Fazer o que? Ainda serei um publicitário, e isso fará parte do meu dia-a-dia um dia. Agente sempre quer se vender para alguém (No sentido metafórico, por favor. Ninguém é garoto ou garota de programa). Sempre tem aquela coisa de um almoço para conhecer a família, ou o bombom, a flor, o cartãozinho que agente compra na papelaria... A porta que se abre do carro... E depois são só tropeços, indiferença, garrafas de cerveja pela sala, caixas de unha sobre o sofá... Aquela escova cheia de cabelos dela... ou o barbeador sujo sobre a pia...
Meu Deus... Por que tudo é bom no início e um inferno no fim? Sem generalizar, por que eu ainda vou construir uma família perfeita, educar bem meus filhos e amá-los em mesmo gênero, número e grau, e acima de tudo, amar a mulher que eu escolher. Sempre. Desde o primeiro dia em que eu a conhecer até o último dia que eu respirar. Por que é assim que eu sempre idealizei as coisas. Quero ser tudo que meu pai não foi pra mim e para minha mãe. Quero usar muita coisa que minha mãe usou para educar a mim e a minha irmã, só que sem os exageros. Bom, até lá, seguirei conhecendo menininhas fúteis que não conseguem levar um papo legal sem ter que mentir, ou sem ter que acender uma porcaria de cigarro...
Putz... fez algum sentido isso que escrevi???

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