sexta-feira, outubro 27, 2006

Another - Untittled

Hoje eu não ia postar nada... Aliás, ando em crise criativa para fazer meus textos... Sei que a vontade de escrever não passou... Mas tem coisas que vão mudando ao longo do tempo que passa... Então, Vamos lá. Ontem, ao beijar a minha "eterna ficante", olhando para aquela mulher com jeito e tamanho de menina, ao sentir seu corpo e sua face repousando sobre o meu, encostados no carro, sempre sinto o quanto é bom estar com essa menina... Então, entro no carro e vou embora... Hoje, ao fazer meu ritual internético, de entrar nos blogs de todo mundo que conheço para ver se alguma idéia relevante aparece por acaso, eis que me deparo com a postagem de uma amiga a respeito de um assunto: CASUAL FRIDAY. E este artigo veio totalmente para encaixar com o que estou vivendo neste momento... É tudo muito bom, é tudo muito incrível, mas por apenas alguns segundos... Por que toda vez que vou embora para casa, tenho a consciência de que estou com alguém, e não estou ao mesmo tempo... Neste artigo, tem até uma ilustração muito legal, em quadrinhos, e em cada quadro acontece uma coisa... No primeiro a menininha entrega o coração para o molequinho... no segundo, ele fica olhando o coração dela, reticente... no terceiro, ele larga o coração e ele se quebra... no quarto, os dois olham o coração quebrado... no quinto ele dá as costas e vai embora como se nada tivesse importância... e no sexto, ela contempla triste o coração despedaçado... Hoje em dia é isso que tem acontecido. Mas fico imaginando o que vai acontecer a esta menininha que está lá, com o coração no chão, todo despedaçado... Ela fará como todas as outras fazem... se tornará dura, fria e cautelosa com relação a essas coisas... e seu coraçãozinho remendado não mais será entregue a qualquer um... Ela irá preferir ficar só, ou se enganar nos braços de dois ou três encontros casuais, sem compromissos, sem desenganos, sem frustrações... É estranha esta cultura que vivemos hoje em dia... Não dá para simplesmente pegar o carro na madrugada, acordar sua mocinha, levá-la para um lugar legal, longe de tudo, apenas para escutar uma música, ou ver o sol chegar... apenas estarem juntos...
Interessante... Você conhece os pais, conhece as amigas... elas sabem "quem é você", mas tudo é questão de momento... Você sabe que gosta muito dela... Você sente que ela gosta muito de estar com você... Mas não existe aquela coisa de ligar para dizer: "Oi... estava com saudade, e apenas queria escutar sua voz..." ou então receber uma ligação, e do outro lado, aquela voz que você adora ouvir dizendo: "Aiiiiiiii querido... quebrei a unha..." Soa fútil, eu sei... MAs essa "futilidade" é que sinto falta nesta época hoje... Essa questão de relacionamentos descompromissados, sem satifações, com "liberdade" e "sem pressões" começou justamente na minha época... Sortudo este cara que vos escreve... por que parece que tudo conspira contra ele... É difícil você sair com seus amigos, e na mesa de bar ouvir apenas 2 tipos de assunto: Mulher e Futebol. Ou os caras dizem o quanto o Palmeiras está ruim das pernas, ou dizem o quanto é gostosa aquela fulaninha da mesa... E então começam os casos das váááááárias mulheres que eles ja ficaram, posições na cama e tudo mais... e você se sente um peixe fora d'água, pois tem duas alternativas: Ou inventa, ou diz que não faz isso... a segunda opção te faz tornar motivo de chacotas na mesa... afinal, se você não se afirma como o homem viril, digno de altas performances sexuais com as mais variadas mulheres possíveis, ou você é gay ou você é ultrapassado... As vezes se torna até divertido, pois você diz que fez coisas que não fez, mas gostaria de ter feito... E sempre são mulheres fictícias... Uma tal de Roberta... uma tal de Juliana... uma tal de Adriana... E a medida que você vai ouvindo as histórias, fica cada vez mais decepcionado com a cultura atual... afinal de contas, pode ser divertido ouvir algum tipo de história de uma menina que era afônica, ou "gaga", tentando soluçar alguma palavra na cama... Mas ouvir detalhes de como se fez isso ou aquilo, posições acrobáticas, diferentes modalidades sexuais... acaba ficando entediante... É como ver filme pornô todo dia, acredito eu... Se um cara se prende a isso (ou até mesmo uma mulher) todos os dias, o ato em si perde muitos prazeres legais... Fica banal... Mas hoje em dia, tudo é banal... Na quarta, conversando com um amigo que aparenta uns 26 anos, mas na verdade tem 38, os dois bêbados, após fazer farra com uma caixa de bombons e 5 meninas recém-saídas do 2o. grau ( e na verdade foi apenas farra, por que nenhuma delas nos queria), o papo entrou naquela parte do "bêbado chato", tanto pra mim quanto para ele... É então que as pessoas me surpreendem... Estas foram suas palavras, e isso eu lembro bem: "Rodrigão... o que você quer é o que eu quero, o que o fulano quer, o que o ciclano quer... o que todo homem quer... É arrumar uma menina que você confia, que ache bom dormir do seu lado, que goste de ouvir seus problemas, que queira almoçar contigo, sair junto, construir coisas junto... MAs elas não querem mais isso..."
Não posso crer nisso... Parece então que os papeis se inverteram? Antigamente as mocinhas se desiludiam... hoje são os caras?
Então agente olha para o lado, e vê aquele outro tipo de mulher... As doidas, que você ja ficou e não quer mais, e que ja fazem 7 meses que você deixou isso claro para elas, mas são tão passionais que ficam mandando mensagens por e-mail, orkut e celular... Que ficam forçando a barra, que te querem loucamente, mais do que tudo nessa vida... É frustrante... De um lado a que não se prende... do outro as passionais... na sua cabeça, a mulher perfeita, que não é nem fria, nem pegajosa... Nem distante, nem sufocante... Nem muito aberta e nem muito fechada...
puta confusão... ACho que o Criador, quando eu desci, talvez tenha dito: "Meu filho, não vá querendo entender as coisas... tente ser feliz à sua maneira, por que lá em baixo tem todo tipo de gente... Aquilo lá é uma zona gigantesca... Algumas vezes eu posso estar por perto para te ajudar, outras vezes terá de se virar sozinho... "
Só posso dizer que é um puta porre estar vivendo nesta época... um tremendo saco. Me sinto como um orador no meio de uma cerimônia, sem ter o que falar e com uma grande platéia à frente... Sem ação... Sem saber o que fazer, ou como agir... Sei que a cada dia que passa aumenta mais minha saudade... Saudade daquilo que não sei, daquilo que não conheço, ou talvez daquilo que vivi em outras épocas e não lembro...
Pode ser isso que sinto, quando estou no crepúsculo ou no alvorecer... Mais intenso ao nascer do sol... Talvez essa era a minha eternidade, ou vai ser...
Mas eu gostaria de dar apenas 1/10 de toda intensidade das pequenas coisas que a vida oferece de bom para ser vivida... As pessoas se tornariam menos agressivas, e dariam crédito para certos valores esquecidos... Mas o certo é que as pessoas estão cada vez mais difíceis de serem acreditadas...
Nada tem muito sentido nesta postagem...aliás, as vezes tenho a sensação de que só eu entendo as coisas estapafúrdias que escrevo...

Um comentário:

Unknown disse...

Engano seu, entendo e muito o sentido dessas suas palavras...
Queria deixar um comentário legal, mas esse seu post me fez acordar alguns sentimentos, desejos, ideais... que estavam adormecidos... olha as reticencias aí.
Bjusss Ro!!!