Não tive ensinamentos sobre a vida... Tive que aprender vivendo, assim como aprendi a bater apanhando, ou a tocar tocando... Aprendi sim muitas coisas relevantes sobre ela, que hora pode ser caracterizada como uma velha medíocre que faz de tudo para te ver sofrer, hora como uma doce ninfa que te leva aos caminhos mais incríveis do universo... Mas algo que permea sempre as "ilusões" e as confusões na jornada é com certeza a Ausência... A ausência mata sentimentos medíocres, porém eleva os sentimentos sinceros. Ah sim, um clichê... mas são eles que emocionam... Aguas passadas podem não mais passar por debaixo da ponte, porém se fazem transbordar por entre o peito, esvanece dispersantemente por entre a alma, inundam nossos pensamentos e nosso coração e percorrem nossa face com uma pequena trilha contínua entre os olhos e os lábio se essas águas passadas se chamam saudade. Sentir falta, sentir saudades, sentir a ausência de algo ou alguém que nunca mais voltará é uma pena tão cruel quanto viver sem poder respirar...
Esses momentos, que te fazem olhar para a lua e ter a certeza de que tantos outros, ou apenas uma pessoa diga: "Mas que falta faz...", e que te levam também a dizer o mesmo, ou que te leva apenas a olhar, sem nada pensar, mas de tudo sentir é aquela nostalgica sensação do vazio, que percorre todos os poros da derme, te arrepia e te traz uma dor que nada se compara à dor física... Traz aquela dor que te tira a fome, o sono, o cansaço e a disposição...
Mas você estará sempre caminhando... E sempre terá essa companheira, a ausência... de uma ou outra forma...

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