Sobre possibilidades...probabilidades... Nos cinemas apartir da semana que vem, poderemos conferir o
filme "A casa do lago". Trata de uma história muito interessante sobre um amor quase impossível. Eles se conhecem através de correspondência, e começam a se apaixonar após algumas trocas de cartas. Tudo seria perfeitamente normal se não fosse um detalhe. Ela vive em 2006, e ele, em 2004. Usam uma caixa de correio da casa no lago para se corresponderem. Ao que um coloca a carta e abaixa o indicador de correspondência, o outro recebe no seu tempo, na mesma caixa de correio... Quero ver o filme para entender como se encontram...Cheio de encontros e desencontros, acho que tem tudo para ser um filme bastante interessante. É um daqueles filmes que te faz sentir falta de algo que você não consegue bem definir o que é... Uma saudade incontrolável de coisas que você ainda não conhece, ou ainda não viu... ACho que nunca encontrei ninguém que sentisse isso, essa nostalgia desconhecida, uma falta de um tempo que ainda não viveu, ou que parece ter vivido mas não sabe nem lembra onde e quando, tão pouco com quem... Os fins de semana parecem não ter mais fim, e as semanas também não... O propósito das coisas pra mim tem sido: "Que saco, começou outra semana" nas segundas e "que saco, começou outro fim de semana" aos sábados... Parece que ja não tem mais graça as coisas... Conversando com um amigo, ele veio todo orgulhoso contando a primeira traição que concretizou na semana à namorada. Nem tive assim aquela coisa moralismo que costumo impor nesta situações, primeiro por ser um grande amigo, segundo por saber de tantos tombos e tantas pisadas de bola que outras garotas fizeram com ele... Mas chego a pensar até que ponto isso vale apena acontecer... Esse descompromisso por parte do ser humano que tem acontecido tanto nos dias de hoje... Talvez por uma cultura imbecil que as novelas tem colocado ao longo do tempo, pois nas histórias, a traição conjugal parece a coisa mais normal e cotidiana do mundo. Ou então por conta dos avanços da própria humanidade, onde o carinho e o respeito parecem ter perdido a força, ou saído de moda... Sei que minhas noites tem sido muito vazias... Londres pode ser uma fuga que minha prima disse, de querer correr dos problemas... Pode até ser. Outra cultura, outro povo, outro tipo de valor... Acho que não sou deste mundo, acho que vim na época errada, ou na espécie errada de ser vivo... não sei... A vida antigamente tinha tantos encantos que estão sumindo, ou que estão passando a não ter mais os mesmos valores que tinham antigamente... Neste domingo, deu a louca em mim, como não acontecia ha tempos, e as 9 horas da manhã eu estava em Jaguara, perto de sacramento, procurando umas cachoeiras que tinha visto no site da prefeitura... Sozinho, para não variar, fui por entre aquelas paisagens mais incríveis, apenas andando... apenas vendo aquela estreita estrada à minha frente... E andando e andando, sem rumo, sem destino certo, vendo os Km´s passando, sem me levar a lugar algum... Pude associar aquilo à minha vida. Fazer uma comparação. Sabia onde aquela estrada iria dar, sabia onde estava, mas estava totalmente perdido quanto ao que procurava... Cheguei naquele pequeno clube que tem em Jaguara, com a entrada dando vista para uma piscina, ao fundo o rio... Comi algo e voltei, totalmente perdido no que eu procurava. O que é pior, é q ao voltar para Uberaba, tudo estava igual. Lá estava minha pacata e pouco movimentada vida, meu quarto, minha bagunça, que aliás, resolvi arrumar naquele instante, os dvd´s em cima da cama, os dois violões no canto, o computador, as roupas... tudo igual... Tudo sempre igual. Será que estou reclamando, como fazia antes? Antes eu reclamava sem tomar providências... ACho que hoje ja consigo tomar alguma providência sem antes reclamar. Não sei.
filme "A casa do lago". Trata de uma história muito interessante sobre um amor quase impossível. Eles se conhecem através de correspondência, e começam a se apaixonar após algumas trocas de cartas. Tudo seria perfeitamente normal se não fosse um detalhe. Ela vive em 2006, e ele, em 2004. Usam uma caixa de correio da casa no lago para se corresponderem. Ao que um coloca a carta e abaixa o indicador de correspondência, o outro recebe no seu tempo, na mesma caixa de correio... Quero ver o filme para entender como se encontram...Cheio de encontros e desencontros, acho que tem tudo para ser um filme bastante interessante. É um daqueles filmes que te faz sentir falta de algo que você não consegue bem definir o que é... Uma saudade incontrolável de coisas que você ainda não conhece, ou ainda não viu... ACho que nunca encontrei ninguém que sentisse isso, essa nostalgia desconhecida, uma falta de um tempo que ainda não viveu, ou que parece ter vivido mas não sabe nem lembra onde e quando, tão pouco com quem... Os fins de semana parecem não ter mais fim, e as semanas também não... O propósito das coisas pra mim tem sido: "Que saco, começou outra semana" nas segundas e "que saco, começou outro fim de semana" aos sábados... Parece que ja não tem mais graça as coisas... Conversando com um amigo, ele veio todo orgulhoso contando a primeira traição que concretizou na semana à namorada. Nem tive assim aquela coisa moralismo que costumo impor nesta situações, primeiro por ser um grande amigo, segundo por saber de tantos tombos e tantas pisadas de bola que outras garotas fizeram com ele... Mas chego a pensar até que ponto isso vale apena acontecer... Esse descompromisso por parte do ser humano que tem acontecido tanto nos dias de hoje... Talvez por uma cultura imbecil que as novelas tem colocado ao longo do tempo, pois nas histórias, a traição conjugal parece a coisa mais normal e cotidiana do mundo. Ou então por conta dos avanços da própria humanidade, onde o carinho e o respeito parecem ter perdido a força, ou saído de moda... Sei que minhas noites tem sido muito vazias... Londres pode ser uma fuga que minha prima disse, de querer correr dos problemas... Pode até ser. Outra cultura, outro povo, outro tipo de valor... Acho que não sou deste mundo, acho que vim na época errada, ou na espécie errada de ser vivo... não sei... A vida antigamente tinha tantos encantos que estão sumindo, ou que estão passando a não ter mais os mesmos valores que tinham antigamente... Neste domingo, deu a louca em mim, como não acontecia ha tempos, e as 9 horas da manhã eu estava em Jaguara, perto de sacramento, procurando umas cachoeiras que tinha visto no site da prefeitura... Sozinho, para não variar, fui por entre aquelas paisagens mais incríveis, apenas andando... apenas vendo aquela estreita estrada à minha frente... E andando e andando, sem rumo, sem destino certo, vendo os Km´s passando, sem me levar a lugar algum... Pude associar aquilo à minha vida. Fazer uma comparação. Sabia onde aquela estrada iria dar, sabia onde estava, mas estava totalmente perdido quanto ao que procurava... Cheguei naquele pequeno clube que tem em Jaguara, com a entrada dando vista para uma piscina, ao fundo o rio... Comi algo e voltei, totalmente perdido no que eu procurava. O que é pior, é q ao voltar para Uberaba, tudo estava igual. Lá estava minha pacata e pouco movimentada vida, meu quarto, minha bagunça, que aliás, resolvi arrumar naquele instante, os dvd´s em cima da cama, os dois violões no canto, o computador, as roupas... tudo igual... Tudo sempre igual. Será que estou reclamando, como fazia antes? Antes eu reclamava sem tomar providências... ACho que hoje ja consigo tomar alguma providência sem antes reclamar. Não sei. Por que as pessoas sempre clamam por um resgate? Por uma salvação? Umas querem relacionamentos, outras querem dinheiro... Algumas vivem em função de invejar e desejar o mal para as outras. Algumas escrevem grandes lições nas páginas dos livros da vida de outrem... Sempre alguém é importante para alguém. Sempre alguém precisa de alguém. Sempre alguém espera por outro alguém... E a vida vai indo, sempre, para uns de vento em popa, para outros, ela se arrasta pacatamente, sem que nada de novo ou de interessante aconteça. A desvantagem de se viver intensamente, ou de se querer viver intensamente, é que tem momentos que você se acha perdido, por que se eleva tanto nos minutos maravilhosos que passa ao lado de alguém ou fazendo algo que te acelera o coração, que o resto do tempo parece ser entediante. E para se viver todos os segundos da vida intensamente, como eu gostaria de fazer, ou deve se ser louco, ou deve se ser irresponsável. Louco não seria o ideal, pois tudo de bom que se vive, deve ser vivido lucidamente. E ser irresponsável te traz aquela adrenalina na veia, mas também pode causar outras consequências. Acho que consigo ponderar isso. A vida ainda não perdeu a graça... Ainda não.

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